sexta-feira, Julho 25, 2014

Cheesecake com Cuajada, Morangos e Framboesas, Nespresso e o Congresso Nacional dos Cozinheiros

No início do mês tive a oportunidade de, a convite da Nespresso (www.nespresso.com), assistir ao Congresso Nacional dos Cozinheiros, organizado pela Inter e com a parceria, entre outros da Nespresso. Bem, não foi só assistir ao congresso. Foi disfrutar de uma experiência diferente, poder conhecer alguns chefes de cozinha que admiro muito, vê-los cozinhar, conhecer outros que me eram quase desconhecidos, perceber processos criativos de receitas, conhecer outras pessoas ligadas ao mundo da gastronomia…enfim um sem número de experiências muito enriquecedoras.
Além do congresso, tive ainda a oportunidade de ficar a saber mais sobre a Nespresso, de participar num jantar preparado pelo Chef Cordeiro– e de conhecer o chefe e de o ver a trabalhar na sua cozinha. Foram quase 3 dias de experiência muito diferentes e que não podia deixar de partilhar com todos os que me leem.
O difícil nestas coisas é conseguir transmitir tudo aquilo que experienciamos, mas eu espero conseguir.

Primeiro o Congresso. Muitos chefes a apresentarem receitas, técnicas e a sua forma de ver a cozinha. Foi um prazer conhecer o simpático Telmo Moutinho, chefe de pastelaria do restaurante Alma, do conhecido Henrique Sá Pessoa, com quem tinha tido oportunidade de jantar no dia anterior. Assim lá me cativou para me levantar cedo e assistir ao seu workshop no domingo, às 9h30 da manhã.
Logo depois do Telmo, veio o Chef José Júlio Vintém, com receitas usando o peixe de rio, e histórias de família.
O Chef João Sá trouxe receitas inspiradas por louça e pelos produtos da sua horta, em combinações tão diferentes como caracóis e alface, manteiga de fígados e ovas de cavalas, gaspacho e polvo, e ainda polvo seco e um caldo dashi.
O chef Nuno Diniz trouxe com ele 3 chefs: Diogo Rocha, Óscar Gonçalves e Rui Falcão. E cada um deles apresentou uma versão de cozido à portuguesa que tinham conceitos tão diferentes como uma entrada fria de cozido, uma versão de Butelo e Cazulas e ainda um cozido apenas de miudezas de cabrito. E enquanto os chefs apresentavam as suas versões, O Chef Nuno Diniz falava-nos acerca do almoço do cozido do dia seguinte, com mais de 80 variedades de legumes e enchidos,
Tive ainda oportunidade de ver e conhecer o Chef Kiko Martins, em cujo restaurante já tive oportunidade de jantar, e de assistir ao discurso verdadeiramente inspirador do chef Vitor Matos da “Casa da Calçada”, em Amarante. E de ver como é possível fazer uma sobremesa com pepinos e beringelas. Esta foi para mim a apresentação do congresso, e o chef que trouxe no coração. Quem fala assim com tal emoção do ato de cozinhar, e de transmitir com a comida o que se sente, percebe-se logo que ama o que faz.
Depois foi tempo de ver o Chef António Nobre, que esteve a ensinar a fazer chouriço – que no Alentejo chamam linguiça – e que estava delicioso. Tive a sorte de ser presenteada com um chouriço que trouxe para casa e que aguarda uma ocasião especial para ser aberto.
Ainda no domingo houve oportunidade de ver o Chef Frederico Ribeiro, que trabalha em Nova Iorque e trouxe a mãe - que tem um restaurante - para o acompanhar na cozinha durante a sua apresentação. Terminou o dia com o Chef Henrique Sá Pessoa a cozinhar, num estilo que já lhe é muito característico.

No dia seguinte ainda houve mais.
O chef de pastelaria Carlos Fernandes que se inspirou na street art para a sua apresentação.
O chef Manuel Lino com uma apresentação cheia de receitas (6), e com coisas tão extraordinárias como uma entrada de pele de robalo frita.
Depois a minha outra apresentação favorita: os Chef Renato e Dalila Cunha do restaurante Ferrugem, que está na minha lista de “ir quanto antes”.
E para mim o congresso terminou com o Chef Ricardo Komori e os seus dashi.
Fiquei com pena de não ficar até ao fim, mas tantos dias fora de casa e o meu pequeno Zé Maria precisava da mãe. Fiquei com uma enorme pena de perder duas apresentações de dois chefes que acho fantásticos: o chef Leonel Pereira, e o chef Miguel Rocha Vieira. Mas tenho a certeza de que terei outras oportunidades. E isto foi o Congresso.

Mas a experiência não ficou por aqui, porque tudo começou com um jantar no restaurante Chef Cordeiro no Terreiro do Paço. Depois de uma simpática conversa com o próprio chef Cordeiro, tive a simpática oportunidade de ver como funciona uma cozinha profissional em plena hora de jantar. Os pedidos a chegar, os chefes a prepararem os pedidos. As embalagens com as coisas pré-preparadas, ou como dizem os entendidos o “mise en place”. Perceber como esse passo é tão importante para que os pedidos saiam a tempo e horas da cozinha, e como é tão, mas tão diferente o que nós fazemos em casa, e o que é feito numa cozinha profissional. O rigor na preparação. A uniformidade que faz com que todos os pratos sejam o mais iguais possíveis. Foi realmente interessante de ver e fotografar, a tentar incomodar o mínimo possível com a minha presença naquela altura do serviço.

E depois foi o jantar. Uma ementa muito portuguesa que tive oportunidade de saborear ao lado da Isabel Zibaia Rafael, do Ricardo, marido da Isabel e ainda do Chef Telmo (chefe de pastelaria do restaurante Alma)e da Chef Andreia, mulher do Telmo.
E da ementa do jantar fez parte uma sopa de peixe à Chefe Cordeiro, acompanhado com um Monte da Ravasqueira Sauvignon Blanc (www.ravasqueira.com). Depois veio o Polvo Confitado no forno com batata a murro e grelos salteados com o Monte da Ravasqueira Reserva Branco, e eu, que gosto tanto mais de tintos do que de brancos achei que o polvo tinha casado lindamente com um vinho tinto. Vieram depois uns Filetes de peixe espada preto frito com arroz malandro de legumes com aquele que seria o meu vinho favorito da noite, u, Monte da Ravasqueira Viognier.
Finalmente uma tarte fresca de limão e queijo com o Monte da Ravasqueira Laste Harvest. E conhecer este Monte da Ravasqueira foi uma agradável surpresa.
Uma refeição em excelente companhia.

Em toda esta experiência que a Nespresso teve a simpatia de me proporcionar, houve ainda tempo para um “atelier” com o simpático Rodolfo Tristão, somelier que trabalha com a Nespresso. Basicamente o Rodolfo ensinou-me a provar café. Sabiam que o café se prova quase como um vinho? Primeiro cheira-se, depois agita-se ligeiramente na chávena para libertar o aroma e volta-se a cheira. Só depois se prova, sorvendo ou “bochechando” o café. Confesso que antes de sorver o café tive uma vontade imensa de me rir, qual adolescente parva.
Explicou-me também algo que eu não sabia. Que existem mais de 900 aromas possíveis no café, mas apenas são conhecidos cerca de 100. E estes diferentes aromas são possíveis devido à torrefação e origem do café.
Além destas indicações o Rodolfo esteve a dar-me algumas indicações acerca da Nespresso, e de uma nova tendência. A de deixarmos de pedir apenas café no final de uma refeição, mas sim de escolhermos o café que se adequa melhor à sobremesa que estamos a comer. Claro que a Nespresso, tendo uma gama enorme de cafés, terá certamente diferentes cafés para diferentes sobremesas. Mas ainda melhor do que adequarmos o café à sobremesa que escolhemos, ou que estamos a saborear, o ideal mesmo é a combinação perfeita entre o café, a sobremesa e um vinho licoroso.
Já viram o brilharete que podemos fazer em casa, num jantar de amigos ou de família, associarmos o café à sobremesa que escolhemos fazer e ainda a um licor? Um trio em perfeita sintonia? Bem, foi mais ou menos isso que o Rodolfo me esteve a explicar e eu achei uma ideia perfeita para partilhar com vocês. Porque é muito giro ouvir sobre todas estas coisas, mas a dificuldade é mesmo conseguirmos fazer essa combinação.
Foi por isso que pedi ao Rodolfo Tristão para me ajudar. Eu fazia uma sobremesa para partilhar com vocês, e ele sugeria o café e o licor ou vinho ideal para acompanhar a minha sobremesa.
E assim foi. Então, para este delicioso Cheesecake com Cuajada, Morangos e Framboesas, o Rodolfo sugere 3 cafés, para que também possam adaptar às vossas preferência. Aqui vai:
“Rosabaya da Colômbia (intensidade6)
De cor de avelã, apresenta aromas frutados, provenientes de arábica, onde a torra suave lhe confere notas de caramelo e cacau ligeiro. Sabor com acidez, frutado e sedoso. A acidez confere frescura ao conjunto, dando ênfase aos frutos vermelhos.
Decaffeinatto Intenso (intensidade7)
A intensidade da torra, aromas torrados, cacau bem evidente, contrasta com a frescura da sobremesa, dando uma combinação intensa, onde as notas da torradas estão em harmonia com os frutos e a delicadeza do queijo.
Kazaar ( intensidade 12)
A intensidade aromática deste Nespresso, aromas torrados, onde se realça as notas de cacau e cereais, com sabor intenso e amargo no final, lembrando cacau.
Com a sobremesa, vamos ter um combinação mais intensa, onde a suavidade do queijo, frescura dos frutos vai contrastar com o torrado e cacau do Kazaar, dando um conjunto cremoso e apetecível.
Quanto ao vinho, um vinho do Porto do tipo Ruby. Os rubies são vinhos do Porto onde prevalece ao nível dos aromas, as frutas vermelhas, bem como algumas notas de cacau.
Coloque o vinho do Porto na porta do Frigorifico 3/4 horas antes de servir. Deve estar pelo menos a 12/14ºC . A esta temperatura, não se sente a maior intensidade de doçura e álcool.”
Para a experiência ser ideal, o melhor é primeiro comerem a sobremesa, depois o café que melhor se adequa à sobremesa e, para terminar, o vinho do porto.
Experimentem e depois venham cá contar tudo!

Ingredientes:

200g de bolacha maria
50g de manteiga
200g de queijo creme para barrar
1 embalagem de cuajada
400ml de leite
100g de açúcar em pó

Cobertura:
500g de morangos
1 vagem de baunilha (opcional)
100g de açúcar
Sumo de limão q.b.
150g de framboesas frescas
Folhas de hortelã

Preparação:

Comece por preparar a base do cheesecake. Triture a bolacha maria até obter uma mistura fina e adicione depois a manteiga previamente derretida e misture bem.
Forre o fundo de uma forma de fundo amovível com esta mistura e pressione, de modo a formar a base do cheesecake. Leve ao frigorífico.
Entretanto prepare a cuajada. Aqueça 200ml de leite. Misture o conteúdo da saqueta de cuajada com 200ml de leite frio e adicione depois o leite quente. Coloque tudo num tacho e leve ao lume, sem parar de mexer, até engrossar. Retire e reserve.
Entretanto bata o queijo creme com o açúcar em pó e adicione, aos poucos e poucos a a cuajada preparada e ainda quente.
Verta depois a mistura de queijo e cuajada na forma e leve ao frigorífico até prender, cerca de 2 horas no mínimo.
Entretanto prepare a cobertura.
Lave bem os morangos e corte-os em pedaços. Leve-os ao lume juntamente com o açúcar, a vagem de baunilha previamente aberta e com as sementinhas raspadas e o sumo de 1 limão.
Deixe cozinhar em lume brando cerca de 15 minutos até ter uma espécie de compota. Retire do lume e deixe arrefecer completamente antes de usar.
Mesmo antes de servir o cheesecake desenforme-o para o prato de servir e cubra-o com a compota de morangos já arrefecida.
Decore depois com as framboesas frescas e com as folhas de hortelã e sirva de imediato com o café Nespresso e o vinho do porto.

Bom Apetite!

quinta-feira, Julho 24, 2014

Feijoada de Polvo

Às vezes não sei bem se sou eu que estou diferente ou se são os outros. Ou se sou eu que olho para os outros de forma diferente. Ou se sou eu que já não compreendo e que não entendo os motivos. Provavelmente sou eu.
Mas vejo cada vez mais coisas que não compreendo, que não consigo perceber, que para mim não fazem sentido…. Mas devo ser mesmo eu que continuo a acreditar que não há nada melhor do que nos sentirmos verdadeiramente felizes e completos com aquilo que somos, conseguimos ou conquistamos.
E uma feijoada de polvo, vai?

Ingredientes para 2 pessoas (com sobras)

500g feijão vermelho cozido
350g de polvo previamente cozido (podem usar também tentáculos de pota)
1 tomate grande maduro (ou 1 lata pequena de tomate pelado9
1 cebola
1 folha de louro
2 dentes de alho
1malagueta seca
½ pimento verde
Sal e pimenta q.b.
Azeite q.b.

Preparação:

Pique grosseiramente a cebola e os dentes de alho. Pele o tomate e corte-o em pedacinhos. Corte também o pimento em cubinhos, e o polvo em pedaços não muito pequenos.
Leve depois um tacho ao lume com um pouco de azeite. Acrescente a cebola, os dentes de alho e a folha de louro e deixe alourar. Junte depois o tomate em cubos, o pimento e a malagueta partida ao meio. Deixe ferver 2 minutos e acrescente o feijão previamente cozido e um pouco de água ou calda da cozedura do feijão. Retifique de sal e pimenta e deixe ferver 10 minutos em lume muito brando.
Junte depois o polvo, envolva bem e deixe cozinhar mais 5 minutos e, se necessário acrescente um pouco mais de água.
Sirva polvilhado com salsa ou coentros picados e com arroz branco.

Bom Apetite!

quarta-feira, Julho 23, 2014

Beringelas Vegetarianas à Marroquina

Mais uma refeição vegetariana. Desta vez só para mim. Com beringelas, cominhos e amêndoas algarvias compradas num mercado local na minha última ida para o sul.
Uma refeição com poucos ingredientes mas complementada com as especiarias e verdadeiramente deliciosa.
E a sugestão vegetariana que fez parte da minha mesa. Para quem gosta de mais “alimento”, experimentem servir como acompanhamento de carnes assadas ou grelhadas.
Mas não deixem de experimentar.

Ingredientes para 1 pessoas:

1 beringela pequena
½ cebola
1 tomate pequeno maduro
1 dente de alho
Algumas folhas de hortelã fresca
Sal e pimenta q.b.
1 colher de chá de cominhos
10 amêndoas com pele
Azeite q.b.

Preparação:

Corte a beringela ao meio e com a ajuda de uma colher de sopa retire-lhes a polpa cuidadosamente sem romper a casca.
Tempere com um pouco de sal e pimenta, regue com um fio de azeite e leve a beringela ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 20 minutos até a beringela estar macia.
Entretanto prepare o recheio. Pique grosseiramente a polpa da beringela previamente retirada. Pique
também grosseiramente a cebola e o dente de alho e corte o tomate em cubinhos.
Leve uma frigideira ao lume com um fio de azeite e junte a cebola e o alho picado. Deixe começar a fritar e acrescente a beringela e o tomate. Envolva bem e tempere de sal, pimenta e com os cominhos. Deixe cozinhar em lume brando, mexendo de vez em quando até que esteja cozinhado e acrescente a hortelã previamente picada e as amêndoas cortadas grosseiramente.
Recheie as beringelas com este preparado e leve novamente ao forno durante dois ou três minutos.
Sirva com uma salada verde.

Bom Apetite!

terça-feira, Julho 22, 2014

Bacalhau Verde com Natas

Uma receita de bacalhau, aquele que se pode fazer de1001 maneiras diferentes. Desta vez com legumes verdes, neste caso com alho francês e espinafres sem batatas, mas com uma crosta dourada.
Para aproveitar, no final da semana, os últimos legumes da gaveta, e uma receita que pode ser reinterpretada com os legumes que tiverem disponíveis em casa, como todas as receitas devem ser para melhor se adaptarem aos nossos menus semanais e às nossas disponibilidades.
Espero que gostem desta simples sugestão.

Ingredientes para 2 pessoas:

1 posta grande e alta de bacalhau previamente demolhado
1 cebola
1 alho francês grande
50g de espinafres frescos
2 dentes de alho
1 folha de louro
Pão ralado q.b.
Coentros q.b.
Queijo parmesão q.b.
Azeite q.b.
Pimenta q.b.
150ml de natas ligeiras

Preparação:

Retire as peles e espinhas ao bacalhau, em cru, e desfaça-o em lascas. Reserve.
Descasque a cebola e corte-a em meias luas. Pique os dentes de alho.
Leve um tacho ao lume com um pouco de azeite e deixe aquecer. Junte depois a cebola, os dentes de alho e o louro e deixe começar a alourar. Acrescente depois o bacalhau e deixe refogar cerca de 5 minutos.
Ao fim desse tempo acrescente o alho francês cortado em rodelas finas e previamente lavado para libertar toda a terra que possa ter. Deixe estufar mais alguns minutos e acrescente depois as folhas de espinafres. Tempere de pimenta e, se necessário retifique o sal. E deixe cozinhar alguns minutos até os legumes estarem cozinhados. Junte depois metade das natas e envolva.
Divida a mistura por duas travessas individuais que possam ir ao forno (ou coloque numa só) e junte as restantes natas.
Polvilhe com o pão ralado previamente mistura com os coentros picados e termine com uma camada de queijo parmesão ralado na hora.
Leve a gratinar no forno previamente aquecido até ficar com uma crosta dourada e crocate.
Sirva com uma salada.

Bom Apetite!

segunda-feira, Julho 21, 2014

Doce de Pêssego e Framboesas

Já lá vai o tempo em que os avós estavam carregados de curgetes, cebolas, alfaces, tomate e pimento entre outras coisas. A idade já vai sendo muita e a saúde já não permite coisas de outros tempos. Principalmente depois de a avó ter caído a primeira vez, e pior depois da segunda queda que levou a uma cirurgia e a uma recuperação que está a ser muito lenta. O avô esse lá continua com a genica de sempre, apesar dos seus 92 anos, mas agora o tempo é para fazer companhia à avó, e as culturas, agriculturas e as terras ficaram para trás.
Obviamente que sabíamos que esse dia havia de chegar. Tratar da terra, fazer-nos chegar coisas boas cultivadas com amor e carinho não seria para sempre, principalmente com estas idades avançadas. Por isso as minhas compras no mercado biológico são muito mais regulares e abundantes, porque por aqui, e principalmente agora com o Zé Maria e as suas sopas , os legumes e a fruta continuam a ter um papel preponderante na nossa alimentação. Já não há aqueles excessos que se congelavam e partilhavam com os amigos, mas há amigos que nos fazem chegar algumas coisas e há fruta saborosa que tem chegado também de casa dos sogros.
Apesar da idade, e de agora já não haver tempo, vontade e saúde para tratar da horta, as árvores de fruto, principalmente o pessegueiro (que o ano passado pouco deu) tem estado carregado, e tem “obrigado” o avô a apanhar a fruta. Pode não haver outra coisa, mas os pêssegos têm vindo em abundância e todos maduros e a precisarem de serem consumidos. O Zé Maria agradece, que adora pêssego, já distribuímos, já fiz gelados, sorvetes, sumos naturais, conservas e algumas variedades de compota.
Este fim de semana saiu mais uma. Com framboesas.

Ingredientes para 4 frascos médios:

1kg de pêssegos limpos e partidos em pedaços
200g de framboesas (usei frescas mas podem usar congeladas)
650g de açúcar
Casca de limão

Preparação:

Numa panela misture o pêssego em pedaços, o açúcar e a casca de limão. Misture bem e deixe repousar durante cerca de 30m.
Ao fim desse tempo leve a mistura ao lume e deixe levantar fervura. Acrescente as framboesas, reduza para o mínimo e deixe ferver em lume brando retirando a espuma que se vai formando à superfície, até que o doce esteja no ponto. (Teste colocando um pouco de doce num pratinho e veja se faz “estrada”).
Coloque a compota ainda quente em frascos previamente esterilizados e feche-os ainda quentes. Vire-os de cabeça para baixo durante cerca de 30 minutos para que ganhem um vácuo natural.
Etiquete-os e guarde-os num local fresco e seco.

Bom Apetite!

sexta-feira, Julho 18, 2014

Sorvete de Pêssego e Gengibre

Hoje o amor pequenino faz 10 meses. 10 meses que passaram a correr. O Zé Maria parece que nasceu ontem. Pequenino e numa cesariana às 37 semanas que nos apanhou um pouco de surpresa. Mas não. Não tarda e está a fazer um ano que veio revolucionar a nossa vida e torná-la muito, mas muito mais feliz.
Aqui o pequeno continua um bebé muito simpático, mas com os seus momentos de birra e de gritinhos que agora, para nosso desespero, adora dar. Continua a dormir bem, a comer bem. Ainda não tem dentes nem gatinha. Mas gosta de se arrastar para chegar aos seus brinquedos favoritos, neste caso comandos de tv, telemóveis e o meu computador….
Adora livros, brincar com as garrafinhas dos nossos iogurtes líquidos e ir à piscina.
Eu acho que ele é um bebé feliz, mas não tenho dúvidas que nos faz a nós uns pais muito felizes.
E para celebrar, sai o primeiro gelado do ano, com os pêssegos caseiros dos avós e o sabor mais exótico do gengibre.

Ingredientes para cerca de 1 litro de sorvete:

200g de açúcar
700ml de água
650g de pêssegos em pedaços
75g de gengibre fresco

Preparação:

Numa panela coloque o açúcar e a água e acrescente o gengibre em rodelas.
Leve ao lume e assim que levantar fervura diminua o lume e conte cerca de 10 minutos.
Entretanto triture os pêssegos até obter uma mistura homogénea. Passe a calda de açúcar pelo coador e envolva-a na mistura de pêssegos. Deixe arrefecer completamente no frigorífico.
Coloque depois a mistura de pêssego e gengibre na máquina de gelado e ligue-a, deixando que o gelado fique firme, cerca de 30 minutos. (Use a sua máquina de gelados consoante as indicações do fabricante.)
Coloque depois a mistura de sorvete numa caixa hermética e coloque no congelador.
Quando quiser servir o sorvete, retire-o cerca de 15 minutos antes de servir.

Bom Apetite!

quinta-feira, Julho 17, 2014

Caril Vegetariano de Feijão Branco e Acelgas

Normalmente, uma vez por semana, há uma refeição vegetariana aqui por casa. Por vários motivos, sendo que alguns deles são diversificar a nossa alimentação e diminuir o consumo excessivo de proteínas de origem animal. E algumas destas refeição são também uma excelente maneira de equilibrar o orçamento.
Muitas vezes não as partilho aqui, porque são coisas tao simples que tenho sempre a ideia de que não vale a pena. Mas outras vezes acho que são demasiado deliciosas para ficarem por partilhar. Foi o caso deste caril. Uma receita rápida, económica e bastante versátil. Se não gostam ou não encontram acelgas à venda (eu compro-as no mercado biológico do Botânico), podem usar couve ou espinafres. Se não gostam de feijão branco experimentem outra variedade ou usem lentilhas ou grão.
Sirvam com arroz branco ou com pão nan , e façam a mais, pois podem congelar sem problema ou reaquecer para levar para o trabalho ou para o jantar do dia seguinte.
E as sobras são também perfeitas para transformar numa nova refeição: experimentar usar como recheio de chamuças ou qualquer outro tipo de pasteis ou empadas.

Ingredientes para 4 pessoas:

500g de feijão branco cozido – podem usar de lata
1 cebola pequena
75ml de água
10 folhas de acelgas (se não encontrarem usem folhas de couve)
1 tomate grande e maduro
150ml de leite de coco
1 colher de sopa de azeite
2 dentes de alho
2 malaguetas secas
1 colher de sobremesa de gengibre fresco ralado
1 colher de sopa bem cheia de pó de caril de boa qualidade
1 molhinho de coentros frescos

Preparação:

Pique a cebola e os dentes de alhos e leve-os a refogar no azeite. Assim que começarem a querer fritar acrescente o gengibre ralado, as malaguetas em pedaços e o pó de caril e deixe fritar em lume brando mexendo sempre para não agarrar. Acrescente a água, aos poucos e poucos até ficar com uma mistura grossa.
Acrescente agora metade dos coentros (de preferência os talos) picados e o tomate cortado em cubos pequenos. Deixe levantar ferver uns minutos. Acrescente depois o feijão branco escorrido e as acelgas previamente cortadas numa juliana grossa. Envolva bem e acrescente o leite de coco. Deixe ferver em lume brando cerca de 15 minutos.
Sirva polvilhado com os restantes coentros frescos e acompanhe com arroz branco, rotti ou pão nan.

Bom Apetite!

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